RIOT GAMES DIVULGA LISTA DE MEDIDAS PARA COMBATER CULTURA MACHISTA DE EMPRESA

Após ser acusada por diversos funcionários e ex-funcionários, empresa dona de League of Legends quer acabar com cultura machista

RIOT GAMES DIVULGA LISTA DE MEDIDAS PARA COMBATER CULTURA MACHISTA DE EMPRESA

eSportsBR

O ano de 2018 não está sendo fácil para a Riot Games. Além de ter seu nome ligado a boatos de prejuízos financeiros e recebido críticas da comunidade quanto à inovação no game, veio à tona recentemente um dos maiores escândalos da empresa: a divulgação de um artigo da Kotaku, com diversas páginas de críticas de funcionários e ex-funcionários, referentes à cultura machista e sexista da companhia.

 

As declarações de mais de 25 pessoas, homens e mulheres, revelaram uma série de situações absurdas dentro da empresa. Os problemas iam desde a dificuldade sofrida por mulheres para terem suas ideias aprovadas e serem levadas a sério pelos homens da liderança até relatos de assédio sexual. Além disso, o artigo explicitava que o ambiente corporativo da Riot Games (especificamente no escritório com sede em Los Angeles) parecia um “clube do Bolinha”, com direito a “brincadeiras” como funcionários peidando na cara de outros durante reuniões e listas de e-mail com nomes de colegas de trabalho “pegáveis”.

 

A Riot tomou o cuidado de observar a repercussão do assunto e publicou uma nota oficial em seu site, elencando medidas para tentar acabar com a cultura sexista da empresa: “Nas últimas três semanas, estávamos focados em ouvir e aprender”, diz a carta. As medidas anunciadas apresentam sete passos básicos para acabar com os problemas relatados no artigo, todos eles voltados para expansão da diversidade na empresa, ressignificação de alguns estereótipos, treinamentos internos e até uma consultoria externa para cuidar dos assuntos relacionados a recrutamento e Recursos Humanos.

A maior novidade da Riot foi a contratação de Francis Frei, executiva responsável por lidar com problema semelhante dentro da Uber. Francis, que também é professora na Harvard Business School, vai integrar o time de Diversidade, Inclusão e Combate à Cultura Sexista.

Você pode ler a carta aberta da Riot (em inglês) clicando aqui.