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PRECISAMOS DE MAIS MULHERES E RESPEITO NOS ESPORTS
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PRECISAMOS DE MAIS MULHERES E RESPEITO NOS ESPORTS

Caso ocorrido no ano com time feminino russo acendeu uma grande discussão sobre machismo e representatividade nos esports.

Após a polêmica entre a equipe da RoX com a Vaevictis Esports, na partida da liga oficial de League of Legends da Comunidade dos Estados Independentes, uma discussão estourou na comunidade brasileira sobre machismo e representatividade feminina nos campeonatos de LOL.

Antes de tudo, o ocorrido no dia 16 de fevereiro é fundamental para entender porque essa discussão surgiu. A equipe da RoX tomou uma atitude no draft contra a equipe da Vaevictis, que é composta totalmente por mulheres, considerada machista por grande parte da comunidade.

Na escolha dos campeões, a RoX decidiu banir todos os campeões suportes, em uma provocação bem desnecessária. LOL é composto por 5 posições: topo, meio, caçador, atirador e suporte. Toda partida é possível banir 5 campeões. É comum que a escolha seja de personagens principais que são jogados pelos jogadores mais perigosos, mas esse caso não foi visto dessa forma.

Na comunidade de LOL existe o costume de acharem que as mulheres gamers devem sempre optar por jogar de suporte, por "ser a posição mais fácil de jogar" (pensamento bastante equivocado, diga-se de passagem), ou mesmo na intenção de apenas ajudar e não ser protagonista da partida.

Acontece que as ligas sofrem de um problema crônico desde que foram anunciadas: a falta de profissionais femininas. As barreiras, além do preconceito de considerarem que as mulheres não se interessam por jogos, vão desde a falta de incentivo do mercado, até o machismo escancarado nas partidas, em que diversas mulheres relatam assédio, ofensas e comentários tóxicos.

Isso desestimula as mulheres a streamarem (fazer transmissões ao vivo em plataformas de jogos, como Twitch, Youtube e Facebook) e aparecem mais no cenário. Porém, no Brasil, algumas ações positivas têm surgido para que esse cenário mude.

Além de jogadoras, comentaristas, narradores e repórteres também costumam ser homens. Mesmo sendo um cenário majoritariamente masculino, há algumas streamers ao redor do mundo que vem tentando mudar toda essa realidade, como a Luxxbunny nos EUA, ou a Lê Thy Ngọc do Vietnã.

Como é no Brasil?

No Brasil não é diferente. Desde 2017 alguns times do CBLOL deram oportunidades para streamers mulheres. Foi o caso da Ryuuka, streamer primeiramente independente, mas que conseguiu uma ótima oportunidade entrando na Pain, em 2017.

 

Ryuuka tem o nome de Mônica e joga principalmente de atiradora

Na época, a Miah, do setor de marketing da Pain, disse que o clube faria o possível para incentivar mais mulheres a entrarem no cenário. Não foi da boca para fora, no início de 2019, a mesma Pain anunciou uma nova streamer do time: Bianca Lula.

Ryuuka já fazia seus vídeos desde 2015, e até hoje está muito presente no cenário, contando com mais de 100 mil seguidores no seu canal no YouTube. Para apoiar mais mulheres na comunidade, Ryuuka costuma fazer streamings com convidadas mulheres.

Thaiga, por outro lado, se destacou quando se tornou analista da Superliga ABCDE. Entre a equipe, há ainda uma apresentadora e repórter mulher: Camila Silveira, que já está engajada na comunidade há pelo menos 3 anos e está presente no Circuito Desafiante desse ano.

 

 

Thaiga, com seu bom humor jogando de suporte, agora está no nível Gold da ranked de LOL

Com as análises acertadas e bem embasadas, Thaiga conquistou mais um espaço, estando um passo mais perto de se tornar profissional, assim como Ryuuka.

Antes de ser anunciada na paiN, Thaiga era streamer da ProGaming, outro time profissional de LOL, hoje presente no CBLOL, o principal campeonato de League of Legends no país. Os vídeos da jogadora podem ser vistos em seu canal no Facebook.

Camila, conhecida por Camilota XP, tem um canal no YouTube também e relata alguns rages e atitudes bem tóxicas dentro do jogo, além, de claro, jogar LOL com frequência. São casos brasileiros que são importantes para inspirar e dar mais segurança para outras mulheres enfrentarem o meio e tentarem se profissionalizar.

Atriz e apresentadora do Circuito Desafiante e Superliga ABCDE de League of Legends, Camila é outra profissional bem-humorada e muito engajada na comunidade.

Além disso, também é uma forma de mostrar a outros times que o incentivo é importante e há jogadoras prontas para terem um bom suporte profissional. Se a discussão sobre representatividade existe, bons exemplos precisam ser mostrados para que novos caminhos surjam. Recentemente a INTZ também resolveu comprar a briga em prol de mais representatividade no cenário, anunciando, em parceria com o Projeto Sakura, o Invocadoras 2019, torneio que tem como objetivo trazer mais mulheres para cenário competitivo de League of Legends.

Através desses exemplos também é possível educar os homens a tratar qualquer outra mulher como profissional nas ligas mundo afora, e respeitar jogadores femininas na comunidade do jogo.

Paloma "Pah" Barreto é colunista do eSports Brasil, acompanhe-a no Twitter.

Revisão: Diogo Oliveira

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