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Imagem de: Reprodução

LoL

LOL: COMO A RIOT GAMES REINVENTA LEAGUE OF LEGENDS?

Não é apenas a mecânica do LoL que o torna tão vendável!

League of Legends fez 10 anos de existência no final de 2019 e 2020 a Riot Games chegou a todo vapor, retrabalhando o Legends of Runeterra, jogo de cartas do universo de League of Legends, e com anúncio de novos jogos. O sucesso do MOBA é evidente, mesmo após tantos anos. O que traz a grande questão: como é possível um MOBA sobreviver e crescer tanto em uma década?

Bom, a resposta para isso não é simples e nem tão objetiva assim. Os percalços e problemas com a desenvolvedora também ficaram evidentes nesses anos todos, como o assédio sexual e moral que mulheres sofreram na própria empresa, até problemas com o client principal do jogo, dando vários bugs e deixando jogadores bem bravos com a situação. 

A Riot não coleciona apenas acertos, e é importante sinalizar isso, afinal, não é porque uma franquia como League of Legends é um verdadeiro sucesso, que os problemas devem ser diminuídos. No próprio documentário sobre League of Legends na Netflix, intitulado “League of Legends - A Origem”, a Riot Games explica o transtorno que causou no primeiro Mundial do jogo. 

Ocorrido em 2011, houve um problema generalizado com os servidores e a final teve de ser adiada, após os dois times - Fnatic e against All authority - ficarem horas esperando para que a Internet funcionasse. A dor de cabeça foi tão grande que a Riot teve que dar vários mimos para os torcedores presentes. 

Apesar de todos os pesares, LoL está aí, e está gigante como nunca. Há cinematics cada vez melhores, mais anúncios de jogos diferentes, como o The Ruined King e CONV/RGENCE, e a série animada, Arcane. Tudo isso advindo de um único jogo, de um único universo ficcional: Runeterra

Entre todos os outros MOBAs, League of Legends é o mais conhecido. Entre todos os e-sports, LoL está entre os mais assistidos, ganhando prêmios pela organização dos mundiais. Bateu recordes de número de usuários assistindo às transmissões, assim como em público no Mundiais. Como explicar a manutenção desse sucesso? 

Ouvir a comunidade

Hoje o jogo conta com quase 150 campeões jogáveis. Além das mecânicas dos próprios personagens, há os mapas, itens, atualizações de Patch, o funcionamento da loja, o site oficial, entre outros detalhes. Há muito trabalho para manter funcionando. E nem tudo são rosas. Por isso que desde o início do jogo, a Riot criou um espaço para a comunidade opinar e discutir. 

Além das redes sociais que ajudam bastante, e o suporte para questões mais burocráticas, esse fórum para a comunidade ajudou a identificar os principais problemas e o que mais estava afetando os jogadores. Novamente, nem tudo é perfeito, mas é através desses feedbacks que a Riot conseguiu listar os problemas e arrumá-los em atualizações futuras. 

É um somatório de ferramentas que estão em constante ligação com a Riot:

  • Suporte
  • Fórum (todos os países possuem)
  • Redes sociais (Twitter e YouTube principalmente)

Atualizações everywhere

Um dos pontos centrais para que League of Legends permaneça atual e bastante conhecido são as atualizações. Às vezes chegam a ser frequentes demais, mas são elas que fazem a diferença na prática. São melhorias constantes para balancear os poderes dos campeões, além de ajustar problemas na loja ou em alguma área do client. 

O que isso significa? A cada ano a Riot Games entrega o que chamamos de “atualização de Patch”. Apenas em 2020 tivemos 4 atualizações. Já na primeira semana de janeiro tivemos a atualização do jogo com o Patch 10.1. Todas essas atualizações são anunciadas pela própria Riot, que esclarece tudo que mudou de um Patch para outro.

Para saberem um pouco mais delas, o Patch 10.2 veio no final de janeiro, para balancear o campeão estreante “Aphelios”, além de outros ajustes no game. Em seguida tivemos o Patch 10.3 que deu uma força grande para Ornn, Sett e Soraka, e recentemente, na entrada do 3º mês do ano, a Riot lançou o Patch 10.4. 

Cada adição do número é uma atualização importante que a Riot faz nos campeões, itens, buffs e nerfs em alguma parte do mapa de Summoner’s Rift, entre outros detalhes (que incluem o Team Fight Tactics também). É nessas atualizaçõe que os bugs são consertados, novas skins são disponibilizadas, além de outros mimos. 

Assim, todo usuário que entrar no jogo, e uma atualização estiver disponível, quer dizer que alguma mecânica deve mudar. Alguns campeões vão receber melhorias, como dano, maior controle de grupo, itens que serão excelentes nele etc. E outros campeões terão algumas diminuições, como a retirada de dano, cooldown de habilidade, mana, energia, entre tantas outras opções. 

Com as pequenas mudanças o jogo não fica enjoativo e sempre igual. 

Reworks 

Os famosos reworks são a cereja do bolo da Riot Games, pois é uma área ampla e bem abrangente. O jogo já possui 10 anos e graficamente já mudou muito. Isso tudo se deve aos reworks. Eles que fizeram com que League of Legends não se tornasse datado. Ele está em constante expansão e melhoria. 

Mapas

O mapa de Summoner’s Rift, que é o utilizado nas ligas oficiais, já mudou algumas muitas vezes. Os monstros da selva mudaram, o gráfico também mudou, novas interações surgiram, outros easter eggs também. Os dragões mesmo tiveram um rework grande recentemente, dando buffs diferentes na partida e modificando completamente o mapa após a morte do 4º dragão. 

Não apenas ele, mas até o falecido Twisted Treeline teve uma mudança grande quando a Elise foi anunciada. O Maldíbula surgiu ali, no lugar que antes ficava um Dragão. O Howling Abyss também sofreu mudanças até chegar no que temos hoje, se conectando com a história de Freljord, Lissandra e Observadores

Campeões

Praticamente todo campeão sofreu ajustes e melhorias nesses 10 anos de jogo. Mesmo que fosse um rework visual, simplesmente. Udyr, um dos campeões mais injustiçados do jogo, teve uma nova splash art para ficar mais atualizado. 

Mas essas reworks são muito importantes para trazer uma renovação do campeão para o jogo. Muitos deles já tiveram uma mudança completa e se tornaram muito mais impactantes e presentes no competitivo, como o Galio, Pantheon, Mordekaiser, Akali, Aatrox etc (há incontáveis campeões aqui). 

No entanto, por vezes essas reworks não precisam ser completas. Quando falamos completas estamos dizendo que o campeão vai ter uma história diferente, vai ter um visual diferente e também habilidades diferentes. Mas, modificar os efeitos visuais das habilidades já faz diferença. Mudar detalhes de habilidades também. Ou apenas atualizar visualmente o campeão em jogo. 

Resumindo, os reworks podem ser parciais. Em 2018, por exemplo, a Riot Games reestruturou de cabo a rabo o mapa continental de Runeterra, que estava datado e cheio de erros narrativos. Hoje temos uma Runeterra interativa, com as ilhas nos lugares certos, com detalhes informacionais e os campeões que tem relação com o local. Campeões receberam novos contos e página de biografia, o que ajudou bastante a enriquecer o universo ficcional. 

Já em 2019 o foco narrativo dos campeões com o universo foi a maior vitória da Riot Games, que estabeleceu mais clareza na cronologia dos acontecimentos e abriu margem para criar outros jogos e mídias (como as que teremos esse ano e nos anos seguintes). 

Cinematics inovadoras

Seguindo o caminho para contar histórias por meios visuais, a Riot Games entrou de vez no mundo das cinematics, que foram melhorando demais com os anos. Não apenas cinematics específicas de eventos, como as dos mundiais, mas verdadeiros clipes narrativos. 

No início tudo era meio sem sentido e confuso narrativamente falando. E tivemos em 2010 algo como isso.

No entanto, a Riot não deixou de trabalhar com produtoras e criar outras cinematics que foram fundamentais para a história de Runeterra e para campeões específicos. Lucian, por exemplo, teve boa parte de sua jornada contada pelas cinematics, dando o nascimento então para Senna, que se tornou jogável recentemente. 

Sem falar na qualidade de produção de cada uma das cinematics, que chamam atenção até de quem nunca nem jogou League of Legends na vida. Nos últimos anos, mais do que nunca, a comunidade espera pelas cinematics, que sempre contam alguma história (do passado, presente ou futuro).

Somando todas essas características, League of Legends se tornou um jogo atemporal. Mesmo jogadores mais antigos estarão sempre recheados de novidades e mudanças na jogabilidade, dando mais desafios. Para os mais novos, aprenderão toda a nova mecânica e poderão ver como foi o passado do jogo, se situando na história da Riot e do próprio universo de Runeterra. 

PalomaBarreto

Paloma Barreto

Os links externos são muito bons para complementar tudo que foi dito! 

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