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Campeões de League of Legends

Imagem de: Reprodução

LoL

LOL: COMO A LORE E A JOGABILIDADE SE RELACIONAM EM LEAGUE OF LEGENDS?

LoL não é só um MOBA com jogabilidade interessante. A história está em todos os lugares.

A popularidade de League of Legends se deu e muito pela possibilidade de se jogar um MOBA gratuitamente em pleno ano de 2009. As animações e tecnologia ainda não eram as mais ideais, mas o universo do jogo começou ali, e já em seu nascimento teve uma conexão direta com Runeterra e com os campeões que conhecemos e jogamos hoje. 

Muito se vê a jogabilidade, estratégias, pro players que fazem  o impossível ser possível, como os roubos de Barões mais inusitados possíveis, team fights insanas e que o jogador consegue sair com um resquício de vida e virar a partida, entre outras emoções que os jogos competitivos nos proporcionam. 

No entanto, o jogo de League of Legends nunca se resumiu ao competitivo. A comunidade como um todo, dos amadores aos que jogam por simples diversão, sem o sentimento voraz de competitividade, também sempre foi bem ouvida e representada. Campeões que dificilmente aparecem no competitivo - Oi, Lux, é de você mesmo que estamos falando - são sempre agraciados por skins e atualizações visuais. 

Com mais de 150 campeões jogáveis, e com apenas um apunhado no competitivo, não podia ser diferente, né? Para chamar a atenção de todos os tipos de usuários, a Riot Games começou a investir pesado na mitologia de Runeterra, o universo do qual se passa o League of Legends. E isso começou, principalmente, em 2014. 

Mas não parou por aí. Por isso vamos te dar alguns exemplos simples e bem claros de como as ideias e conceitos de monstros e campeões têm tudo a ver com a lore desses personagens, e que impactam diretamente na jogabilidade como um todo. 

Por que 2014?

A primeira Summoner’s Rift (SR) era mais rústica e escura, com uma referência clara à Idade Média e histórias de fantasia e aventura, como Senhor dos Anéis e similares. Já falamos sobre como a Riot reinventa League of Legends e é justamente por isso que o jogo continua sendo o sucesso que é. Mas, até a primeira SR tinha uma lore básica, ainda que menor do que a atual. 

O antigo Barão Nashor já estava lá e ele foi advindo do Vazio. Uai, e o que é Vazio? É uma dimensão paralela de Runeterra que acabou surgindo através da invocação humana, em uma guerra antiga entre os Ascendentes de Shurima e Icathia, uma região rival à Shurima

O Barão teve um upgrade gigantesco visualmente falando, com uma referência ainda mais forte do que é o Vazio hoje. O Barão é uma entidade do Vazio e por isso é tão poderosa. É impossível derrotá-lo sozinho. 

Ele não é apenas um bicho gosmento e esquisito. Ele é poderoso, tem vários tipos de armas e formas de ataques a todos os tipos de campeões, então, não tem como encará-lo sozinho em um competitivo normal. 

Em 2016 tivemos o Arauto do Vale! Herald, em inglês, o Arauto de início não foi muito utilizado e tinha um design visual diferente do que vemos em 2020. Ele dava buff aos minions para que as torres caíssem mais rápido. Mas o buff não era muito usado porque era muito difícil matar o Arauto solo. Em 2018 tivemos um novo Arauto, esse sim que teve mais uso no competitivo. 

Hoje Arauto nada mais é do que um Aronguejo possuído pelo poder do olho do Arauto, poder advindo também do Vazio. O covil do Barão, se vocês repararem, é envolto de uma luz roxa, que é a referência mor do Vazio. 

E o que é o Vazio?

Desde seu surgimento em Runeterra, o papel natural do Vazio é absorver matéria orgânica. As entidades não são comandadas por ninguém, nenhum mago. Quando foi invocado pelo mestre de Ryze (e com ajuda do Ryze), o Vazio trouxe entidades poderosíssimas à Runeterra e saiu matando todo tipo de vida. 

Então está mais do que claro que Icathia foi engolida pela dimensão do Vazio e ali se estabeleceu historicamente. E isso tem bem mais de 1000 anos, já que essa guerra aconteceu antes das Guerras Rúnicas. A referência histórica à Icathia é simplesmente o poder do Q da Kai’sa, filha do Vazio. É uma ligação direta entre lore e habilidade.

O Q da Kai’sa se chama “Chuva Icathiana” é uma referência direta ao que houve na guerra em Icathia, contra Shurima. As entidades do Vazio chegaram em portais diversos no céu, mas destruíram tudo, literalmente. Hoje Icathia é o “núcleo do Vazio”. 

A matéria do Vazio é uma espécie de simbionte, que está em estado infinito de mutação, evoluindo e progredindo em conhecimento e habilidades. Assim, o Vazio é o maior inimigo de Runeterra. O único sr humano sobrevivente dele foi Kai’sa, a filha do Vazio. 

O conceito da Kai’sa também ajuda muito a entender como é o processo no Vazio. Por absorver matéria orgânica e estar em constante mutação, a matéria do Vazio quis se apossar do corpo da Kai’sa, mas ela soube entender que aquela carapaça roxa era uma vida, e que ela podia controlar aquela vida. Hoje ela não é mais 100% humana, e nem 100% do Vazio.

Ilhas das Sombras e os campeões jogáveis

Outro local que fica bem claro a associação da lore com a jogabilidade em si de League of Legends é as Ilhas das Sombras, local de nascimento de campeões como Kalista, Hecarim e Thresh, e também de fuga de outros campeões, como Mordekaiser e Kartus.

Também mostramos aqui como a lore da Kalista nos dá detalhes interessantes sobre o exército do Rei Destruído e explica melhor as motivações do Rei louco e da importância das Ilhas das Bênçãos, uma região nobre e rica em conhecimento, que acabaram sendo perdidos há mais de 1000 anos. 

Kalista

É na biografia da Kalista, por exemplo, que descobrimos que ela em vida era uma general poderosíssima com sua lança, tão veloz que mal conseguiam acertá-la em combate. Ao ver como a atiradora joga, é perceptível ver que esse trecho da lore dela se relaciona diretamente com sua jogabilidade básica. Ao lançar sua lança, o jogador pode clicar para qualquer lado que a Kalista se desloca para lá, estando numa espécie de dança constante. 

Os ataques básicos ajudam nesse deslocamento da general, e traz uma dificuldade imensa para o adversário adivinhar para qual lado ela vai após atacar, sendo uma campeã bastante móvel e de difícil gank no início do jogo.

Seu design clássico também está 100% conectado com sua lore. A lança que fica nas costas dela foi desferida pelo Hecarim, que roubou a lança da companheira no meio da empreitada do Rei Destruído contra os moradores das Ilhas das Bênçãos, e a matando de forma baixa e sem a mínima culpa. É um dos motivos da Kalista ser chamada de “vingadora”.

Kalista virou um espectro rancoroso e com sede de vingança por ter sido traída pelo Hecarim e o Rei Destruído. Então ela vive um ciclo de ódio, “matando” a cavalaria de Hecarim até morrer e voltar à Névoa Negra, e novamente começar tudo de novo, mesmo sem ter mais qualquer resquício de memória do que realmente aconteceu. 

Vítimas que passaram por traições semelhantes ao dela são ajudadas pela Lança da Vingança, que então reúne todas essas almas moribundas, criando uma brigada de espectros que lutam ao seu lado. 

Thresh

Thresh era o guardião dos itens profanos que ficavam no calabouço da cidade de Helia, nas Ilhas das Bênçãos. Por já ser um ser cruel e impiedoso, mas que sabia muito bem esconder seu lado mais sombrio, foi facilmente corrompido pela magia negra que os itens emanava. 

Esses itens foram usados antes e nas Guerras Rúnicas, e com o caos do mundo nesses tempos, acharam melhor sumir com certos itens perigosos, enviando-os para um local seguro e de difícil acesso. As Ilhas das Bênçãos ficava envolta de uma neblina branca e mágica, que impedia ataques repentinos de outras civilizações. 

Kalista recebeu um medalhão para ser usado e voltar com a Rainha enferma. Foi esse item que permitiu a entrada do exército do Rei Destruído. Mas, voltando ao Thresh. Ele foi quem mostrou ao Rei onde ficavam as Águas da Vida, conhecidas por curar qualquer doença. Ele já previa a reação angustiada e de ódio do Rei, pois as Águas não salvariam alguém já morto. 

Então ele foi um dos que ajudou a maldição toda das Ilhas das Sombras ser concretizada. Ele se deliciou ao perceber ser um espectro que podia sentir o tormento e o sofrimento dos espectros da Névoa Negra. Na lore, ele prende almas em sua lanterna para ver esse sofrimento de perto, atormentando ainda mais as almas, numa espécie de purgatório infinito. 

Na sua jogabilidade, conforme os jogadores matam os minions, monstros da selva, e os próprios campeões, almas aparecem para Thresh enjaular em sua lanterna. Essa é a habilidade passiva do campeão, chamada “Condenação”. Ao absorver as almas, Thresh ganha armadura e poder de habilidade. 

Mordekaiser

O rework de Mordekaiser, ainda que incompleta e vaga, exibiu o grande objetivo do Revenã de Ferro. Apesar dos planos meticulosos de Leblanc para que o campeão caísse totalmente, o plano principal de Mordekaiser era realmente continuar morto. 

Para resumir, numa época antiga (que não sabemos ao certo, mas não é como se fosse tão antiga quanto Ryze e a guerra em Icathia), Mordekaiser era um imperador famoso e com grande poder, destruindo reinos e comandando frotas imensas. 

Sendo um grande necromante, Mordekaiser não viveu apenas uma vida, mas ao menos 3. E pela sua impiedade e ambição de poder, Leblanc achou que estava na hora de tirar ele do baralho, impedindo que ele renascesse mais uma vez. 

No entanto Mordekaiser ficou frustrado com o mundo dos mortos quando foi para lá algumas vezes. E percebeu que poderia viver ali como um espectro divino e criar seu próprio império e exército, aprisionando almas de todos os tipos. Agora o seu plano está em andamento, mesmo morto. 

No jogo, a habilidade mais clara da sua lore é a ultimate. Ele envia o campeão para seu mundo dos mortos e ali ele tem mais controle da luta, e faz o que achar melhor. Visualmente falando é como se o adversário estivesse em uma mini Ilhas das Sombras, envolto de espectros e da Névoa Negra

Conclusão

É claro que há muitas evidências que relacionam a jogabilidade com a lore de League of Legends, mas é difícil listar todas em um único texto. Por isso escolhemos alguns exemplos mais claros para mostrar como tudo no jogo está conectado. Ainda que os jogos competitivos e a mecânica de jogo seja o campo primário, a lore está ali totalmente ligada com os campeões. 

E essa característica traz um brilho maior para o jogo. Dificilmente jogos cooperativos possuem um background tão rico e original (ok que a Riot Games se baseia em coisas óbvias várias vezes, mas ainda assim criaram um universo vivo). 

Aos que não gostam tanto de MOBA podem se divertir em partidas Aram mais rápidas e tranquilas, e ler as biografias dos campeões, ler as HQs, ver as cinematics e jogar jogos alternativos, como Team Fight Tactics e Legends of Runeterra. Nem tudo está preso à Summoner’s Rift, ainda que ela tenha também referências diretas da história.

PalomaBarreto

Paloma Barreto

Não desprezem a história por trás dos campeões, regiões, cinematics e todas as outras mídias que a Riot Games trabalhou até agora. Elas importam!

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