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Fifa 20 lança uniforme contra o racismo após atos racistas na Bulgária e Itália

Imagem de: Reprodução

FIFA 20 LANÇA UNIFORME CONTRA O RACISMO PARA O ULTIMATE TEAM

Atos racistas no leste europeu e na Itália se tornaram ainda mais recorrentes em 2019; relembre alguns casos

A EA Sports anunciou na última semana que um uniforme contra o racismo estará no Ultimate Team no Fifa 20. O kit é preto com detalhes brancos e estampa a frase "No room for racism", em português, "sem espaço para o racismo".

A ideia foi motivada pela campanha da Premier League que já utiliza a frase como forma de combater o racismo. Na divulgação, os modelos de James Maddison (Leicester), Tammy Abraham (Chelsea), Virgil Van Dijk (Liverpool) e Jesse Lingard (Manchester United) usam o uniforme novo. A PL é ativa nesse sentido e já fez outras campanhas parecidas, como a contra a homofobia, por exemplo.

O episódio que desencadeou a criação desse uniforme para o Fifa 20 foi o racismo e gestos nazistas da torcida da Bulgária no dia 14 de outubro.. Em jogo válido pelas eliminatórias da Eurocopa, os jogadores ingleses como Raheem Sterling, Tyrone Mings e Marcus Rashford foram alvos de insultos raciais e sons de macacos pelos búlgaros.

A afronta foi tão grande que um torcedor usou um casaco em relação ao tema da UEFA. O tradicional "Respect" (respeito) foi substituído por "No Respect" (sem respeito).

O caso rendeu diversas demissões e renúncias na Federação Búlgara de Futebol. Inclusive do técnico Krasimir Balakov, que num primeiro momento, disse na saída do jogo que estava concentrado na partida e não percebeu os atos. O duelo foi interrompido por vários minutos e os próprios jogadores da Bulgária pediram para os torcedores pararem.

O maior futebolista búlgaro de todos os tempos, Hristo Stoichkov chegou a chorar em um programa de TV ao falar sobre o assunto. O ídolo da Bulgária pediu punições severas aos torcedores racistas. 

Por outro lado, o jogador já foi acusado de racismo. Em 1996, o francês Marcel Desailly acusou Stoichkov de fazer comentários racistas durante um partida. O búlgaro se defendeu dizendo que esse tipo de provocação era normal. Ambos têm carta ídolo no Fifa 20.

Casos racistas recentes

Atos racistas em estádios de futebol são casos recorrentes, principalmente no leste europeu. Nesta semana, o lateral do Barcelona, Nélson Semedo, sofreu o mesmo na República Tcheca enquanto enfrentava o Slavia Praga. Durante a transmissão, o repórter do Esporte Interativo, Marcelo Bechler, relatou que também foi alvo da mesma torcida. O jornalista teve que mudar de lugar e teve objetos atirados contra si.

Apesar de casos mais frequentes no leste da Europa, o racismo também está enraizado no "suprassumo" europeu. A Itália tem sido um dos campos onde os atos racistas se tornaram comuns, incontroláveis e muitas vezes defendidos pelos próprios clubes e federação. O atacante Demba Ba, com passagens por Chelsea, Newcastle e outros, se manifestou com uma posição radical. O senegalês sugere que todos os negros deixem o futebol italiano enquanto a situação não melhorar.

O atacante da Inter de Milão, Romelu Lukaku foi alvo de racismo da torcida do Cagliari em partida do campeonato italiano. A mesma torcida que na temporada passada atacou Moise Kean, na época jogador da Juventus (hoje no Everton, da Inglaterra). O caso de Kean foi em abril, o de Lukaku em setembro. Ou seja, cinco meses apenas de diferença.

Parte da própria torcida da Inter saiu em defesa dos atos racistas do Cagliari. Os chamados Ultras disseram em carta a Lukaku que os sons de macaco "são apenas para desestabilizar". A questão dos Ultras na Itália é grave a ponto de não defenderem nem seu próprio atleta. Aliás, a Curva Nord (setor onde ficam os Ultras) já foi acusada de cânticos anti-napolitanos neste ano.

Na rodada seguinte a do caso de Lukaku contra o Cagliari, foi a vez de Franck Kessié. A torcida do Hellas Verona foi acusada de promover atos racistas contra o jogador do Milan. Cagliari, Hellas e Inter foram absolvidos em todos esses casos.

Toda campanha contra racismo ou qualquer outra discriminação é válida. Mas nada adianta se as pessoas que praticam esses crimes não são punidas. Que a UEFA puna os racistas do jogo Bulgária x Inglaterra, que os clubes italianos sejam punidos por racismo e que aqueles que usarem o uniforme no Fifa 20 realmente o façam por serem contra o racismo e não apenas "para inglês ver".

Racismo é uma das coisas mais tristes e baixas da sociedade. A passada de pano que acontece na Itália é uma vergonha

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