EM TRÊS MESES DE ATIVIDADE, PROJETO AFROGAMES IMPACTA VIDA DE JOVENS E JÁ MIRA EXPANSÃO

Com projeto de inclusão se consolidando dentro da comunidade Vigário Geral, Afroreggae mira agora a construção da primeira arena de esports dentro de uma favela

EM TRÊS MESES DE ATIVIDADE, PROJETO AFROGAMES IMPACTA VIDA DE JOVENS E JÁ MIRA EXPANSÃO

eSports Brasil

O projeto AfroGames, primeiro centro de formação de jogadores de esports em favelas, está colhendo frutos positivos. Com pouco mais de três meses de sua inauguração, o projeto do Afroreggae está transformando a vida de jovens da comunidade do Vigário Geral. Durante nossa passagem pelo Rio de Janeiro para cobrir a Game XP 2019, visitamos o AfroGames para a inauguração de mais uma sala do projeto, construída em parceria com a Fanta. Aproveitamos a ocasião para conversar com Ricardo Chantilly, idealizador do projeto, que nos deu alguns detalhes sobre o futuro do AfrgoGames.



INCLUSÃO SOCIAL


(Além de treinar nos games, música, programação e inglês são ensinados para os
                    jovens do AfroGames. FOTO: eSportsBR)                                                                 



O AfroGames é mais do que uma simples concessão de acesso de jovens de periferia aos games e a tecnologia de ponta. Além de jogar e treinar no espaço, o AfroGames fornece aos jovens cursos profissionalizantes na área de Desenvolvimento de Jogos, Produção Musical para Games e Inglês. Ao total foram 100 vagas gratuitas disponíveis no começo do projeto. “A gente ta combatendo a desnutrição digital. Esses garotos e garotas eram desnutridos digitalmente (...) o que a gente está dando para eles é o acesso à cidadania”, afirma Chantilly.

O empresário que por muitos anos trabalhou no ramo da música, não esconde seu fascínio pelo mundo dos games. Ele contou que a ideia do AfroGames surgiu de uma viagem sua a Seattle, quando visitava os Estados Unidos para acompanhar o The International 2017. A concepção do projeto foi criada após ele e José Júnior, fundador do Afroreggae, notarem algo que faltava nos esports: a presença de jogadores profissionais negros.

“Se a gente for pensar historicamente, basquete, futebol e boxe eram esportes de branco! Eles só explodiram e viraram o que são quando o negro entrou. Então se você pensar que o esports é gigante hoje, em números, ele pode se tornar ainda maior” completa Ricardo.


ARENA NA FAVELA

Se depender dos responsáveis pelo AfroGames, o projeto não irá para de crescer. Chantilly nos contou que o próximo passo do projeto é a implementação de uma arena de esports de verdade, instalada dentro de uma favela. Ele contou que essa próxima iniciativa é uma trabalho conjunto com o e-SporTV, e será realizado em outra unidade do Afroreggae, no Morro do Cantagalo, zona sul do Rio. “Tem uma unidade lá (Morro do Cantagalo) que está parada, que era um escola de circo. É um picadeiro, um anfiteatro gigante. Eu olhei para aquilo lá e visualizei a primeira Arena de Esports dentro de uma favela no mundo”.


                                                                                                                                           (FOTO: eSportsBR)

De acordo com Chantilly, a estreia dessa nova arena de esports pode ser construída e inaugurada ainda este ano – com a presença de uma rodada presencial do Campeonato Brasileiro de Counter Strike confirmada. “Esse é nosso grande projeto agora (...) Com a garra que eu estou, se a chikungunya não me derrubar, esse ano a gente ainda abre essa arena e vai transmitir uma etapa do Brasileiro de Counter Strike dentro de uma favela! Essa será a primeira transmissão presencial no mundo dentro de uma favela”.

O AfroGames caminha para se tornar um exemplo sólido de transformação social por meio dos jogos eletrônicos competitivos. O potencial que o projeto tem de impactar a vida de jovens de periferia, alheio ao apoio das marcas, deixa um campo aberto para que mais empresários, ONGs e entidades do governo apostem suas fichas nos esports002E  

Confira abaixo a entrevista na íntegra com Ricardo Chantilly: