CSGO: ANÁLISE - MIBR VS FNATIC NO ESL ONE COLOGNE

Equipe brasileira não apresenta bom lado terrorista e perde para para suecos

CSGO: ANÁLISE - MIBR VS FNATIC NO ESL ONE COLOGNE

HLTV

Na estreia da ESL One Cologne nesta terça (02) a MiBR perdeu para a Fnatic e caiu para a tabela dos perdedores. A partida de abertura do campeonato foi melhor de um mapa, contra os sueco, no mapa Inferno.

Na lower bracket os brasileiros enfrentarão a BiG Clan, em formato melhor de três mapas, valendo a vida na competição.  


RETROSPECTO

Pela oitava vez seguida o Made In Brazil perdeu o mapa Inferno em um campeonato presencial. Sua última vitória no mapa foi contra a Team Liquid na qualificatória para a etapa final da ECS Season 7, partida disputada online. Já no modo presencial a última vitória foi durante a StarSeries i-League Season 7, contra a Panda Gaming, partida disputada em março deste ano. Já a Fnatic vinha de três derrotas consecutivas neste mapa nos últimos meses, sendo a última vitória em maio, no IEM Sydney contra o NRG.  

Neste ano em 15 vezes que o mapa foi jogado pelos brasileiros a equipe obteve ao todo 6 vitórias e 9 derrotas, tendo 40% de aproveitamento. Os europeus por sua vez disputaram o mapa 20 vezes, perdendo e vencendo 10 vezes e com 50% de aproveitamento. 


ANÁLISE DO JOGO


A MiBR começou no lado terrorista. Para vencer o primeiro round pistol a equipe trabalhou com uma estratégia baseada em realizar uma falsa entrada no bombsite A, com intenção de plant no bomb B. A estratégia encaixou e, no afterplant, o time se aproveitou de bom posicionamento para conseguir o primeiro ponto.

Entretanto a partir do primeiro armado os suecos começaram a pontuar. A MiBR, round após round tentou surpreender os contra terroristas com uma postura mais agressiva, em algumas ocasiões, passando até mesmo através de molotovs e smokes. A grande deficiência do lado terrorista executado pelos brasileiros foi a falta de controle de mapa. A equipe não obteve domínio de regiões cruciais durante as rondas. Consequentemente isso facilitou a leitura de jogo para a fnatic e, no momento certo, o jogador JW explorava os flancos e ficava com mais informação que os brasileiros. 

O jogo seguiu com a MiBR executando pouca variação de táticas no lado terrorista, e a fnatic fazendo excelente administração de utilitários, boa leitura de jogo e boas rotações. 


No pistol CT da MiBR a equipe garantiu um retake bem jogado.Mais tarde a fnatic alcançou o matchpoint, contra apenas seis pontos no placar da equipe de FalleN. Daí em diante o time comandado por zews finalmente começou a ter mais controle de mapa. Os brasileiros voltaram a pontuar, mas com a vantagem e o ponto final em mãos os suecos fecharam a partida em 16 a 11.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


A MiBR ainda apresenta baixa taxa de entry kills nos rounds. Estatisticamente o desempenho da equipe é reduzido consideravelmente em situações de desvantagem numérica. Além disso para a maioria dos mapas o time brasileiro ainda apresenta um lado terrorista inconsistente e inferior ao da maioria dos adversários.


FURIA


FURIA Esports, outro representante brasileiro no campeonato, teve sua estreia diante da NRG com derrota. A partida foi no mapa Nuke, que terminou em 16 a 7 para os estadunidenses. Os brasileiros, agora na tabela dos perdedores, enfrentam o Renegades amanhã.